Sou a professora Elsa Martins. Trabalho no município de São Leopoldo desde 1991. Desde 1992 atuo na mesma comunidade. A escola que trabalho possui o ensino fundamental completo, muitos alunos que estão na 8ª série, neste ano iniciaram sua alfabetização comigo. Já atuei em todas as séries. Gosto do trabalho com 2ª série. Neste ano letivo sou o professor de formação desenvolvendo as atividades de religião, ed. artística e ed. física atendendo três primeiras séries e a pré-escola.Penso que as quatros horas que o aluno passa comigo, deve ser as melhores de seu dia. Estou no magistério por opção , por acreditar no meu trabalho e porque tenho paixão pelo que faço.
Entrei na história agora, na sala 3. Estou achando que o meu grupo está com falas muito grande. Cumprimentei, me apresentei e comentei sobre a fala do inacabamento do ser humano de Paulo Freire. Quando iniciei meu trabalho com alfabetização pensava que o professor de primeira série alfabetizava. Depois percebi que só iniciava e ás vezes até continuava o processo da descoberta do mundo da leitura e da escrita. Pois como seres inacabados estamos sempre aprendendo.
Depois de dois dias sem entrar na história, retornei aproveitando este feriado. Fazendo as leituras da fala do meu grupo percebi que a proposta de criação coletiva da história de ser professor não ficou bem clara, pois todos tem a necessidade de assinar cada escrito. Na dúvida passei e-mail para a Su. Sem dúvida entrei e interferi no grupo convidando para falas não tão longas e para tirarmos nossos nomes, ressaltando que isso era para a página pessoal. Não sei qual será o resultado ao retornar daqui a algum tempo. Mas acho interessante ver concretamente se a dialética está de acordo com as ações.
Depois de três dias sem conseguir escrever na minha página pessoal, estou retornando. A história do nosso grupo continua com longos discursos e muitas assinaturas e olhe que até recebemos um e-mail da profe Su, dando orientações sobre o trabalho. Então fiquei pensando, porque continuam fazendo a mesma coisa? Será que é porque a maioria começou assinando sempre o nome? Resolvi ir até o bar da Filó para descontrair, me pareceu interessante, uma conversa mais dialogada e sem identificação. Como fiz parte do grupo F e nós resolvemos trazer algumas questões para a nossa história, fiz um convite para o pessoal da sala 3 visitar a sala especial sobre diferenças de classes pensando na frase: "Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer tipo de discriminação. Também já escrevi a minha opinião sobre a reprodução das desigualdades na escola.
Voltei hoje dia 17/12 para ver como estão as coisas, no meu grupo quase nada mudou. Fui ao bar da Filó e aceitei o convite para visitar a sala de artes. Por lá é que de fato vai sair uma divertida história coletiva. Continuarei a contribuir. Hoje dia 19/12 dei mais uma passada na sala de artes. O texto está cada vez mais interessante, já tornei a contribuir. Na sala de diferenças de classes está acontecendo uma bom bate-papo é uma daquelas coisas que vale a pena ler e discutir. Alguém apagou o que eu escrevi no 4, ao colocar uma imagem de um anjo. Não fiquei chateada até porque quem escreveu no 5 completou o pensamento.
Dia 21/12. Continuei a história na sala de artes, na parte que encontramos o jacaré. Coloquei minha contribuição, na sala 3
comentando o que o colega anterior falou sobre o sistema de avaliação. Avaliar é algo sem certeza. O importante é tentar fazer certo, infelizmente para promoção da série seguinte existe alguns critérios que devemos seguir. Fiz minha u´ltima participação na sala de artes, estou induzindo para um mutirão de limpeza. Me despedi do pessoal do bar.