Começo minha página com o seguinte pensamento que postei no meu blog e também faz parte desta atividade:


“A curiosidade é a fonte fundamental do conhecimento: a curiosidade, no fundo, revela interesse e, também, usa interesses. Descobre, gera, eu acho que é assim. Pra mim é um problema sério você não a defender, você não respeitar eticamente a curiosidade das pessoas” (p.131).
Conversa com Paulo Freire – BOLEMA, Boletim de Educação Matemática, Ano 16, n.20, 2003.

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Sou uma pessoa muito curiosa, me chamo Marta R. P. da Silva, mas uso o nick Curiosa.rs na internet.
Gosto do que faço, trabalho em uma escola municipal muito carente localizada no bairro São Miguel em São Leopoldo, onde existe violência e muita venda de drogas. No início em 1998, foi muito difìcil, até hoje fico revendo meus valores e dos meus alunos.Acho que cresci muito como pessoa trabalhando nesta comunidade, me tornei uma pessoa melhor com uma outra visão de mundo, onde vejo que os meus problemas e inquietações são muito pequenos frente aos de tantos outros.
Atualmente sou aluna da UFRGS à distância, estou gostando muito do curso e revendo pensamentos que tinha com relação ao Ser professor, antes me iludia pensando que só o curso de Magistério me bastava, hoje vejo que é preciso bem mais para trabalhar com as diferentes infâncias que temos.
Bem hoje 2.12 fiquei confusa , não consigo abrir a página que estava participando e que tinha o nome de várias colegas e começava com a Matilda , não sei o que ouve, mas vou registrarmeus pensamentos e leituras aqui.
Lendo sobre Paulo Freire podesse ter esperança, vontade, ousadia. As questões que ele abordou são importantes e serão vistas e revistas com o passar de muitos anos, porque ele fala em sonho , em fantasia, criar, inovar. É disso que o professor precisa na sua caminhada.
No parágrafo a seguir Paulo Freire me leva a acreditar.

Gosto de ser gente porque, mesmo sabendo que as condições materiais, econômicas, sociais e políticas, culturais e ideológicas em que nos achamos geram quase sempre barreiras de difícil superação para o cumprimento de nossa tarefa histórica de mudar o mundo, sei também que os obstáculos não se eternizam. ( 1996, p. 60).

Visitando hoje 6.12 as salas me deparei com a palavra INACABADO, realmente Paulo Freire tem razão , como tantos outros , somos seres inacabados convivendo com outros seres inacabados, buscando uma sociedade, um mundo melhor, mas muitas vezes nesta busca olhamos para o nosso umbigo e esquecemos dos outros, e acabamos fazendo coisas para o nosso bem esquecendo do que nos cerca,somos egoístas, individualistas. É preciso uma caminhada constante em busca de si próprio para encontrar o outro.
Na Educação ainda parece que vivemos no passado, é incrível que temos consciência disso e fazemos muito pouco para mudar, as crianças mudaram o professor mudou , mas a Escola estruturalmente continua bem dizer a a mesma, claro que algumas com mais recursos .
Hoje 10.11 lendo a contribuição de minhas colegas pude observar que minhas inquietações, também são as delas, e também que nos sentimos meio confusas com relação a GREVE, eu particularmente acredito que fazer greve não leva a nada, apenas atrapalha a vida do profissional, mas principalmente do aluno, eu fui aluna no ano da maior greve do estado e sei o quanto me prejudiquei com isso, tanto em aprendizagem quanto em tempo.
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Hoje percebo quanto o professor faz a diferença, quanto o professor que realmente é educador proporciona maravilhosos momentos para os seus alunos, de maneiras simples, fazendo atividades diferentes , com passeios, cama-elastica, teatro, Papai-Noel, e o quanto é triste ver a carinha de alunos que tem professores que não se mexem, que só dão aula, só ficam dentro de sala de aula.