(aqui podemos falar bem especificamente sobre Paulo Freire)
Paulo Freire, com suas idéias que representam muito aos educadores, nos relata o quanto o ser humano com sua experiência pode modificar o modo do mundo ver e agir diante do ensino /aprendizagem e de um diálogo e reflexão sobre a realidade que nos é apresentada. Mas também não podemos fazer a transformação social apenas com idéias e princípios, é necessário também estratégias oportunas e adequadas , e isto acontece com a leitura do nosso mundo," antes de aprender qualquer coisa, uma pessoa precisa ler o seu mundo" (Freire). Temos que analisar, interpretar os limites e as potencialidades, para se dar o passo necessário e possível.Ivete Adelina Pinheiro, Pólo de Gravataí
Ele nos mostra a importância de ensinar aprendendo, a construir e não transmitir. Seu método revolucionou a educação e mudou o pensamento de muitos educadores.Daiany Pires
Ivete concordo muito o teu comentário. As transformações devem ocorrer sem precipitação brusca, pois temos que primeiro ler o que está a nossa volta para adequarmos uma transformação de acordo com o meio em que vivemos. Não se pode falar e impregnar o mundo mudanças apenas por modismo é primordial que elas sejam necessárias a cada indivíduo e cada momento e lugar para que aconteça. Sabe que isto me faz retomar alguns momentos de revolta, angústia e sei mais o quê que venho tendo nestes últimos dias. Falo a respeito desta aprovação louca e desenfreada que se vê nas escolas, como vi hoje alunos levando trabalhos de reforço para fazer, refazendo trabalhos em biblioteca, e muito mais, apenas porque resolveram diminuir o número de reprovados! Eu concordo com isto, deve sim diminuir o número de reprovados, mas porque realmente houveram condições para isto, tanto para os alunos quanto para as escolas. Os alunos devem aprender a construir um saber. Mas o que estamos vendo é construção do saber? Como diz Freire, um ser deve primeiro ler o seu mundo para depois aprender. E como o mundo onde ele está não parece tão atrativo, ele deseja aprender? Não!!!!!!!!! Então será que não está na hora do governo primeiro resolver o social e financeiro destes seres, antes de querer obrigá-los a um aprender? sou a Beatriz Leal Lopes.

Colega Beatriz entendo tua revolta, em minha escola acontece o mesmo. Esta semana iniciou-se o Conselho de Classe dos alunos para a avaliação final e também observei professores buscando diversas maneiras para aprovar os alunos, pois caso contrário a reprovação iria ser muito grande. Alguns professores ficam também revoltados pois o desinteresse de nossas crianças e jovens é muito. Creio que a familia e seus problemas tem grande culpa nisso. A sociedade esta um tanto desorganizada e tudo junto nos leva a ver que a educação no Brasil está péssima. O problema é como mudar esta situação. Creio nas palavras de Paulo Freire a respeito da mudança da escola, a escola como um lugar de prazer aos alunos. Como realizar isto?Sou a Edilaine

Olá, colega Edilaine! Sou Susana Regina, Pólo Sapiranga,também gostaria de saber como realizar estas mudanças , mas acredito que o professor como mediador do conhecimento necessita transmitir aos alunos condições para que desenvolvam sua própria auto-construção do conhecimento.O aluno necessita querer aprender o que lhe foi ensinado. O que fazer?

Olá pessoal, realmente nos dias atuais em que vivemos, devemos acompanhar tudo o que está acontecendo da melhor forma possível, Paulo Freire foi um homem a frente do seu tempo, é como se fosse um mago que adivinha as coisas. Como hoje, não ser um professor mediador, diante de tantos desafios que surgem? Ensinamos e aprendemos ao mesmo tempo, trocamos informações muito rápido, o computador nos possibilita isso.Mas temos que lembrar que não podemos fugir da realidade que cerca nosso aluno,dos valores éticos e morais que ele carrega.
É necessário tolerância, humildade, estar em constante atualização, manter-se curioso, levar o seu aluno para a intimidade do seu pensamento, sendo desafiador. Como diz paulo Freire:" O professor que não leva a sério sua formação, que não estude, que não se esforce para estar á altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe"; com essas palavras Freire afirma que para ensinar é preciso ter segurança daquilo que se faz e para que se faz, gerando assim a competência profissional, pois a falta desta desqualifica a autoridade do professor.Diante de tudo isso devemos sempre refletir, refletir!!!!!! Isabel- Sapiranga.

Olá colegas, sou Silvia do Pólo de Sapiranga, e também sinto esta angústia de final de ano, os alunos serão aprovados ou reprovados? Nota-se que o aluno de hoje não quer aprender o que foi ensinado, pois ele não procura além do que viu na escola, não vai atrás. Quando chega o final de ano vemos professores correndo atrás do que ainda é possível recuperar, e a família?... Não está preocupada. Fica a cargo do professor, como diz Paulo Freire:"Saber que ensinar não é transmitir conhecimentos, mas sim criar as possibilidades, para a sua própria produção ou a sua construção".


Gostei do comentário da colega Isabel e concordo contigo quanto a humildade, característica marcante em Paulo Freire, um mestre, um ser inteligentíssimo e culto, mas humilde. Muitos professores devem repensar suas práticas, às vezes são tão cultos e não sabem repassar este conhecimento, mostram-se arrogantes frente aos alunos, não sabem elogiar um progresso alcançado e só criticam, exigindo coisas que o educando ainda não conseguiu atingir. Temos que escolher as palavras para não magoar as pesssoas e saber que cada um tem seu tempo de progresso!

Sou a Fernanda, do pólo de São Leopoldo, e quando li o que a colega Edilaine descreveu, lembrei da minha situação do final deste trimestre, com a minha turma de 3ª série.Como é complicado avaliar alunos que faltam demais às aulas e que não demonstram interesse pelo seu próprio aprendizado.E realmente, o problema da educação é de se pensar. Como dado importante , vejam só: 32% é a taxa de repetência na 1ª série do Ensino Fundamental Brasileiro. Este número serve ou não serve de alerta?


Sou a Denise de Andrade,do pólo de São Leopoldo,Paulo Freire era um profeor coerente educação problematizadora,ele instigava e incentivav a busca curiosa do coletivo de teorias e práticas.Todos nós temos que nos ver dessa maneira apesar de todas as dificuldades que encontramos em nossa realidade escolar.A alegria faz parte do processo de busca nossa enquanto educadores,porque o ensinar e o aprender estão inseridos nessa busca.Nós,professores,temos que ter a coerência entre o que dizemos,escrevemos e fazemos.O espaço pedagógico de nossos trabalhos é um texto pra ser constantemente lido,interpretado,escrito e reescrito.


Paulo Freire realmente foi um gênio da educação, quando lemos o que ele escreveu nos confrontamos com muitas questões vivenciadas por nós em nosso cotidiano escolar. A questão da reprovação é algo que todo ano mexe com nosso pensamento, pois não queremos alunos passando só para que as estatísticas não sejam alarmantes e sim alunos que compreendam seu mundo e saiam motivados a buscar conhecimento e mudar a sua realidade. Carolina Kappel


Paulo Freire. Uma História
por Marcelo Schneider

Coerência... Lembro de coerência e faço um Link para a música de Raul Seixas: Metamorfose Ambulante. Ela nos leva a pensar como as vezes somos incoerentes, pois falamos uma coisa e fazemos outra, mas isso não significa que estamos errados e nem que não somos aquilo qeu dizemos. Acredito que quando começamos a ver e a ler o mundo, nossas idéias vão mudando, bastou com que eu lesse os textos das colegas acima: Carolina, Denise, Fernanda, Isabel, Silvia, Suzana, Daiana e Adelina, Edilaine e Beatriz, para constatar isso, metamorfoses, ambulantes, somos todos metamorfoses, sofremos metamorfoses, pois somos inacabados, a cada conquista uma nova luta, a cada formação, um novo questionamento, a cada dúvida, uma nova resposta, e todas ela diferentes das anteriores, não significa que não somos coerentes, somos sim coerentes naquilo que acreditamos, que é a revolução através da educação, mas temos que ser compreensivos conosco e com nossas limitações e com nossas verdades que as vezes são tão verdades que não conseguimos ver a verdade do colega. E isso, me esnsinou um padre da cidade de Lages SC por volta de meados da decada de 9o, é preciso morrermos interiormente se estamos disposto a enfrentar o novo e mudar a direção das coisas, pois só estando aberto as coisas novas seremos capazes de absorve-las, digerí-las e construí-las, caso contrario, não teremos coerência com a revolução e com o humano, seres inacabados, em eterno desenvolvimento.

Talvez não seja a História de Paulo Freire, mas é um pouco da minha, que teve nas palavras e escritos de Freire uma escola popular que me trouxe até aqui.

Abraços
05-01-07

Marcelo, concordo com todo o teu pensamento. Pregamos algo que não vivenciamos. Mudamos nossa leitura do mundo e não acreditamos que nossos alunos possam fazer o mesmo. Somos todos inacabados, mas isto não os torna memos que nós. Acredito que Paulo Freire não nos pediu para aprovar nossos alunos porque não deva haver reprovação, acho que ele pediu que olhássemos melhor para nossas crianças, vissemos individualmente o progresso de cada um, sua caminhada e construção. Se prestarmos atenção há uma melhora, há uma caminhada por menor que seja e deve ser levada em conta. Ninguém começa o ano no zero e termina no zero. Há um acréscimo, e este deve ser avaliado. Não podemos reprovar nossos alunos porque eles não atingiram o nosso nível ou o nível que achamos ser o certo. Nossos alunos já sofrem tanto. Temos que acreditar neles e também fazê-los acreditar. Isto fará com que tenham mais auto-estima. O homem não se constroi até a quarta série, mas em toda sua vida. Cabe a nós olharmos para o futuro de nossos alunos e ver que esta caminhada vai proseguir, mas é claro dentro da limitação de cada um. Maria Lucia Costa.

Oi, pessoal, sou a Leila Wasum, de São Leopoldo. Lendo o que todos escreveram me identifiquei muito com o que o Marcelo escreveu porque sempre me identifico com esta música do Raul Seixas. Realmente penso que somos metamorfoses ambulantes, porque, como diz Paulo Freire, somos seres inacabados e por isto estamos sempre nos transformando. Mesmo porque, nós que somos educadores a tantos anos precisamos acompanhar a evolução dos tempos para não sermos "atropelados" pelas mudanças constantes na nossa realidade. Já que falamos em música tem aquela que diz "É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte" , não sei quem é o autor mas a Gal Costa cantava. Realmente, na nossa profissão devemos estar sempre atentos e prontos para mudar. Paulo Freire era tão sábio e tentava transmitir isto. Como ele diz, é preciso acreditar que podemos mudar alguma coisa, sermos agentes da mudança e instigarmos nossos alunos a isso.
Abraços, boas férias!!!
09/01/07