Sou professora de uma escola estadual situada no bairro Partenon. Não tenho muita experiência profissional atualmente.Comecei a dar aula aos 13 anos em casa e alfabetizei os meus vizinhos menores. Depois fiz química no 2º grau e não gostei porque teria que viajar à Bahia para conseguir mercado de trabalho. Fiz um intensivo para o magistério. No final do curso passei no concurso para Viamão e lecionei lá. Depois trabalhei como micro-empresária de uma floricultura. Enfim, fiz novamente concurso e hoje estou aqui impressionada com tanta coisa para fazer pois fui nomeada em fevereiro,deste ano, e logo passei neste concurso da faculdade da Ufrgs pertenço ao pólo de Gravataí. Estar fazendo a faculdade para mim é inédito e muito comprometedor, repleto de responsabilidades em diversas áreas. Atualmente sinto-me mais segura e disposta a conduzir minhas atitudes tranqüilamente pois tenho como provar e meditar sobre tantos conhecimentos de pedagogos, escritores reconhecidos mundialmente. Tanto que na ocasião (sexta-feira dia 08/12/2006) foi um teste de fogo para mim. No dia anterior a professora com especialização procurou-me para avisar que os pais do menino pediram uma reunião com toda cúpula da escola diretora, orientadora educacional, vice-diretora, ela e eu. Disse-lhe que já havia conversado com eles e pareceu-me tranqüilos quanto ao meu trabalho. Ele desenvolve a aprendizagem proximal e não a real. Pesquisando na internet encontrei em Psicopedagogia on line * Portal da Educação e Saúde Mental (Considerações Finais) a solução de como explicar aos pais a aprendizagem do aluno. Na reunião a mãe desesperada tentava argumentar que deveríamos passar de ano o menino pois este sofreria demais sendo que o irmão é muito inteligente e até ganha prêmios e é muito requisitado entre os professores. Citando Paulo Freire:Ö modo como funciona sua teoria e o que ela faz mudar lhe dirá melhor o que é a sua teoria¨. Quer que pensemos sobre os mistérios do desespero e da esperança. E ele nos estimula a não adiar essa mudança para algum momento propício a não sermos perdulários em levarmos as pessoas a estarem prontas para mudar, prontas para aprender, prontas para a educação, mas em vez disso, a reconhecermos que a prontidão é tudo¨.ESCRITOS DE PAULO FREIRE BOX 55 FREIRE HERDEIRO DE WILLIAM JAMES. Explicamos que ele deve se sentir mal com isso mas compreender psicológicamente que cada um tem o seu tempo de aprendizagem. Seria muito mais fácil a escola passar de ano o seu filho e nem se preocupar mais e até deixar para o ano que vem do que tentar fazê-los entender que o melhor para ele é perder esse medo de rodar e compreender que o crescimento intelectual e psicológico independente dos pais será mais promissor para o futuro que agora ainda não aconteceu.. Para isso também é necessário que os pais também compreendam que ele precisa fazer as atividades sozinho com sua própria interpretação. A mãe faz os temas para ele. Expliquei que como eles viram eu me empenhei em pedir a orientadora educacional aqui presente uma professora de reforço a qual só apareceu alguns meses antes do término do ano letivo que aqui está a professora. Precisamos de mais tempo e o menino também. Nós somos uma escola preocupada com o aluno. E a mãe disse que veio para verificar isso e se tranquilizou.
Os pais compreenderam e gostariam que eu fosse a professora novamente dele o ano que vem.Paulo Freire nos diz que qualidade é empenho ético, alegria de aprender. Para o pensamento neo liberal, a qualidade se confunde com a competitividade. Negam a necessidade da solidariedade. Contudo, as pessoas não são competentes porque são competitivas, mas porque sabem enfrentar seus problemas cotidianos junto com os outros e não individualmente. *REVISTA FACULDADE DE EDUCAÇÃO - LIÇÕES FREIRE.