1. €Nos últimos tempos os adolescentes estão cada fez mais preocupados em ganhar bem, os que comseguem e os pais tem condições de pagar uma faculdade, estudam sem se preocupar em trabalhar, em ter experiência, adquirem a teoria mas não tem a prática, assim acabam com o diploma e sem emprego. Por outro lado nas classes com menos condições financeiras os adolescentes preocupam-se em ganhar dinheiro para poder comer e ajudar a família, assim não tem tempo para estudar, adquirem expeiência , mas não concluem nem o ensino médio, não podendo ser promovidos dentro de suas empresas porque não tem a escolaridade necessária. Que educação é essa que não mescla prática e teoria? Até quando as pessoas ficarão acomodadas fazendo o que não querem, sem prazer profissional??
  2. A cada início de ano letivo uma história se repete nas escolas, turmas são formadas tendo como um dos critérios a condição social da família dos alunos, a condição do ter, não importando condição do ser. Argumentos usados para explicar determinada atitude, segundo direção e secretária, é uma solicitação dos pais e dos professores mais antigos na escola. Como poderíamos mudar essa realidade? Sabemos que independente da classe social, ou realidades diferentes todos aprendem juntos, são essas diferenças que fazem a diferença.
  3. Gostaria de comentar o item 2, escrito pela colega. Sou professora na rede pública estadual há 13 anos e já lecionei em quatro escolas, pois quando iniciei era contratada e precisava trabalhar na escola oferecida pela rede. Jamais nenhuma colega ou pessoas da direção destas escolas fez tal diferença entre os estudantes. Creio que esta escola precisa repensar seus objetivos. Acredito que o corpo decente precisa se reunir e iniciar uma conscientização da comunidade escolar. É inadmissível tal atitude no atual contexto da sociedade em meio as discussões existentes. Esta escola parece ser do "século passado"... Precisamos descruzar nossos braços, estes problemas nos atingem diretamente, pois afinal somos educadores!!! Rosária
  4. Gente que escola é essa que forma turma a partir das condições sociais, financeiras do aluno, ou melhor, de sua família? É particular? Pois em escola pública esse critério não existe, pelo menos não na minha. E mesmo que fosse em escola particular isto existe? É difícil acreditar que isso realmente acontece ainda hoje, onde se fala tanto em inclusão, justamente se trabalha para que isso não se repita, como era antigamente. Mas sempre existem alguns estabelecimentos de ensino que não evoluíram ., é lamentável. É a escola reproduzindo e acentuando as diferenças sociais. Isto muito me revolta. Principalmente quando vejo alguns professores mais antigos, "escolher" os alunos que querem para sua turma. Se fosse dado o direito ao aluno de escolher seu professor, como seria? Talvez muitos precisassem repensar suas práticas. Agora é final de ano e algumas escolas levam os alunos ao cinema, zoológico,etc., infelizmente só vai quem pode pagar, isso me dói. A escola precisa atender a todos igualmente. Realmente enfrentamos problemas financeros, mas o mais triste é quando algumas turmas se organizam e outras os professores não estão nem aí, simplesmente se negam a fazer algo diferente por seus alunos, esquecendo que muitos não saem de dentro de suas vilas, bairros e não tem oportunidades que para nós são rotineiras, como passear, ir no cinea, em uma parque com água , algum sítio, etc
  5. anjocoluna.gif
  6. Sempre fui uma professora muito preocupada com justiça ou seja o que é para um é para todos. Nem sempre isso foi possível, passei por uma realidade muito frustrante na escola, onde quem podia pagar, tinha e quem não, ficava de fora, mas mudou, hoje todos tem as mesmas oportunidades, claro dentro do possível.
  7. Adoro a realidade do laboratório de informática de minha escola o qual sou coordenadora, lá todos tem o mesmo tempo de acesso, todos tem as mesmas oportunidades de aprender, enfim lá é para todos. Alguns alunos já tem computador em casa e sabem mais e outros que não tem fico feliz de ver que aquele tempinho na escola conseguiu mudar a sua realidade. Este ano com a chegada da internet todos podem dizer que "acessaram a internet" ( muitos nem sabiam o que era). Um trabalho que ficou muito legal foi um chat entre nossa escola e outra escola vizinha, a maioria nem sabia o que era isso, foi uma experiência fantástica.
  8. cc19kidval10a20191922.gifSempre fui muito perseverante em minhas idéias, acho que a discriminação na diferença de classes começa dnetro da própria escola, onde as turmas são separadas por alunos novos de alunos repetentes, de alunos problemáticos de alunos comportados, onde quem tem prioridade para escolha de turma e turnos são os mais antigos na escola, onde os serventes comem em lugares separados dos professores. Quando rimos dos colegas que têm mais dificuldades de entender as tarefas solicitadas pela direção, quando na sala de aula colocamos os alunos bagunceiros separados dos outros, para não estragá-los. Quando professores de um turno da escola rejeitam os de outro turno. Enfim, acho que se não tomarmos consciência de que o fim da discriminação de classes deve começar pela escola, jamais conseguiremos embutir na sociedade que todos somos iguais e que estamos aqui para alcançarmos o mesmo bjetivo, que é a educação popular e para todos. Ana Cláudia
  9. Quando falamos em educação popular, nós que não nos comportamos como meros observadores da vida e das relações humanas, sempre lembramos das divisões e injustiças que vemos e sabemos que acontessem, não só nas escolas em que trabalhamos, mas também, em tantas outras em que nossos colegas trabalham e nos relatam. São escolas separando as crianças por níveis sociais, pelo rendimento da série anterior, pela idade, pelo comportamento, pelos problemas psicológicos, neurológicos ou ainda, professores escolhendo os alunos com quem querem trabalhar no ano seguinte. Também é real a divisão entre professores do turno da manhã, tarde e noite, bem como dos professores de área e currículo ou ainda, a maior de todas as separações observadas que é entre professores e funcionários e até uma divisão entre os próprios funcionários dos serviços gerais, merendeiras e monitores como se cada segmento não fizesse parte do mesmo ambiente escolar. Ora, se nós adultos, não reagimos e lutamos para modificar essa situação dicotômica no ambiente escolar, como podemos transmitir esse ensinamento aos nossos alunos? Devemos nos rebelar contra a divisão/separação entre as pessoas, contra a discriminação seja ela qual for, como diz Paulo Freire, "A ética de que falo é a que se sabe afrontada na manisfetação discriminatória de raça, de gênero, de classe. É por essa ética inseparável da prática educativa, ...que devemos lutar. E a melhor maneira de por ela lutar é vivê-la em nossa prática, é testemunhá-la, vivaz, aos educandos em nossas relações com eles.". Na escola em que trabalho, essa dicotomia também existe. Não de forma exacerbada mas de uma forma sutil, o que não chega a dirimir a injustiça e violência da discriminação no ambiente escolar. Ledi
  10. Poderemos mudar a realidade, no momento que nos posicionarmos quanto ao que vem de cima. Ao sermos exemplos para nossos alunos. Mostrando que somos capazes de mudar realidades que chegam prontas até nós. Se não ensinarmos isso aos nossos alunos, nunca seremos agentes transformadores.
  11. Olá colegas, sou a Tãnia de Portão e amei esta última colocação, ela diz tudo, este é o caminho, está na hora de assumirmos a importância de nossa posição na sociedade em que vivemos, pois é em nossas mãos que estão os futuros cidadãos e se soubermos orientá-los com responsabilidade, preparando-os para que construam seu próprio futuro sem sentir-se dependentes de ninguém, capazes de observar o mundo que os cercam, criticar quando necessário e buscar soluções para os problemas de seu cotidiano, eles serão transformadores e eles farão as mudanças, sem precisar ou depender de lei ou governo para ter uma vida digna e justa.
  12. Olá Tânia somos visinhas moro Cai, Muito bom, sua colocação vai de encontro do que diz, Francisco Imbernón " atravessa nas paredes da instituição para analisar todo tipo de interesses subjacentes à educação, à realidade social, com o objeto concreto de obter a emancipação das pessoas" isto quer dizer-nos que não podemos nos limitar ao cotidiano de sala de aula, ou a apenas reproduzir conhecimento,mas, pelas possibilidades que construimos para que as pessoas possam aprender, conviver e viver melhor.
  13. Oi! sou Rosana do pólo de Alvorada, trabalho em Cachoeirinha, no Bairro Betânia, trata-se de um local extremamente carente e de difícíl acesso e de certa forma descriminado pela maioria das pessoas que moram em Cachoeirinha, estou nesta escola há 4 anos, quando digo que leciono lá, dizem que sou louca, trabalhar no fim do mundo, existe um preconceito com as pessoas que moram lá, tipo, lá só tem marginal, ser pobre não quer dizer que são bandido, é claro que existe assalto, tiroteio, durante a noite é aconselhado não andar por lá, mas hoje em dia qualquer lugar é assim. gosto muito de lá, a comunidade em geral respeita os professores, nunca ouvi falar que algum foi assaltado, um dia quase fomos duas colegas e eu, o ind´víduo entrou no ônibus, andou de um lado para o outro, quando, sentou na nossa frente virou para trás e perguntou, vocês são professoras do coleginho, nós dissemos com toda calma que sim, ele virou para frente , levantou e foi embora, desceu do Ônibus, de repente se eu não fosse professora, ele teria nos assaltado, o pior que eu dava aula pra ele no eja e ele não me conheceu, os alunos sõ como em qualquer lugar , "alunos.", aredito que podemos mudar está realidade, com a educação.

14.Oi!Sou Denise de Andrade do pólo de São Leopoldo,acredito que todos somos iguais de uma maneira ou de outra.Temos que lutar para conseguir provar dessa igualdade,nós mesmos somos culpados de nossas diferenças frente aos outros.Mas,somos iguais e é nisso que quero e vou acreditar sempre

15. Oi, gurias! Sou a Leila Wasum de São Leopoldo. Sabem, trabalho numa escola que fica na frente de um condomínio , recebemos alunos dele, de classe média, mas também recebemos alunos do resto do bairro, alguns muito pobres, recicladores de lixo, etc. No início as crianças, os pais e até algumas professoras faziam discriminação com as crianças da "vila". Como também moro fora do condomínio comecei a trabalhar pela igualdade me colocando também como da "vila". Aos poucos todo corpo docente começou a trabalhar pela igualdade e há muitos anos trabalhamos pela integração, participação e socialização de toda nossa comunidade. Hoje em dia, o pessoal do condomínio nos ajuda muito para mantermos a escola, doa roupas, calçados e material escolar para as crianças mais carentes. Na semana do Natal fizemos uma grande ceia, onde alunos, professoras e pais compartilharam de um almoço, todos sentados juntos, no pátio da escola, sem qualquer tipo de discriminação. O importante é todo corpo docente saber seu papel transformador, saber que esta realidade injusta que aí está pode ser mudada, que cabe à escola começar com esta batalha silenciosa, mas imensa, de diminuir as diferenças sociais e incentivar os alunos e seus pais a lutarem por isto, a não se conformarem com a realidade. Como diz Paulo Freire, temos que ter em mente que a mudança é possível!

16. Olá colegas, gostei muito dos relatos de vocês sobre as diferenças e porque não dizer discriminação que ainda existe em nossas escolas.Trabalho em uma escola do estado no município de Porto Alegre, recebemos muitos alunos de vila, e aprendemos que estes alunos precisam de nosso apoio, pois alguns deles são praticamente sozinhos no mundo e se a escola não os acolher nada lhes restará.Eu procuro em minha prática docente ensinar aos meus alunos que todos independente de classe social somos seres humanos e precisamos de amor e respeito.Este ano que passou tive em minha turma vários alunos oriundos de uma vila de POA, e com paciência,respeito e carinho muitos deles tornaram-se meus melhores alunos, os que tiveram maior rendimento.Isto me deixou imensamente feliz !!!E como disse Paulo Freire:"A escola cidadã dialoga com a diferença, reconhece suas contribuições, busca pares, soma forças, constrói partícipes de um mesmo projeto, de um mesmo sonho." Jane Lamera -Pólo de Gravataí