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Durante seis anos lecionei para a Classe Especial, alfabetizando alunos com problemas de aprendizagem.

Amei demais este trabalho e até pensei que não poderia viver sem ele!

Alguém tem alguma experiência que gostaria de contar?


Já fazem alguns anos que tenho alunos especiais na minha turma, mas é a primeira vez que recebo um aluno cego.È um desafio para os dois, aluno/professora. Estou aprendendo muito com ele. Ano que vem terei uma menina que já frequenta a nossa escola na etape 1.Este aluno atual tem uma grande perda da visão, mas ainda vê as letras, a menina tem perda total da visão, o desafio será maior, mas eu adoro desafios então vamos lá.

E como você encara esse alunos em uma sala de aula com alunos "normais"? Você acha que consegue dar a eles toda a atenção de que eles precisam?


Colegas sou a Edilaine trabalho em São Leopoldo e este ano minha escola recebeu uma criança na educação infantil com diversos problemas, não físicos e nem sei se mentais mas uma criança agressiva demais, ele não consegue sentar por uns 5 minutos para realizar qualquer tarefa, bate em todos inclusive nos professores, obteve quase que nenhum progresso durante o ano. Os pais dessa criança dizem que ele é normal a escola é que não trata ele bem. O problema ficará maior pois ele no próximo ano frequentará a 1ª série. A escola tem um grande problema pois os pais da criança não admitem que ele tem algo diferente e vão contra os professores e os pais de algumas crianças prejudicadas por este menino. Muito difícil, ninguém na escola quer dar aula para ele, pois além de não saberem lidar com o menino correm o risco de serem processadas pelos pais. O que se faz em casos assim? Alguém aqui trabalha com crianças assim , tem alguma sugestão? Como atender este menino e alfabetizar os outros?

Colega Edilaine, lendo o seu relato resolvi escrever sobre isso, dando-lhe algumas dicas sobre exemplos parecidos que ocorreram na minha escola e as providências que tomamos ao percebermos que algo estava errado com o comportamento da criança, tipo: criança excessivamente agressiva, criança muito desligada e apática, criança que se masturba durante a aula,....A professora deve observar essa criança durante algum tempo, deve colocar essa situação para a orientadora (se tiver). Esses pais devem ser chamados para conversar, para serem coscientizados dos ocorridos. O orientador educacional, juntamente com a professora devem conversar com os pais. Mas muito importante: os pais devem sentir confiança na escola e na sua proposta. Deve-se mostrar a eles, claramente, que a intenção da escola é ajudar a criança no seu convívio social e não excluí-la. A professora não deve tomar atitudes solitárias e emocionais, mas sim racionais, envolvendo a todos: direção, orientação, supervisão,...Leia sobre o assunto, pesquise,enriqueça seu argumento científico, mas cuidado com o jeito e a linguagem com que se abordará esses pais para que se evitem mal-entendidos. É importante também que se investigue, sutilmente, o relacionamento da criança com outras pessoas fora da escola, pode-se fazer visitas à casa desse aluno. Pode ser que leve algum tempo, mas deve-se ser insistente para que essa família procure o recurso necessário para descobrir o que está por traz da agressividade desse aluno e pode ter certeza de que esse aluno está sofrendo tanto quanto o professor e seus colegas. Finalmente, por mais difícil que seja, o professor deve tentar vincular-se afetivamente a esse aluno, agindo assim vai encorajar os outros alunos a fazê-lo. Espero que tenha ajudado.Eu sou a Roselaine de Gravataí. Entendo perfeitamente as suas angústias, mas com seriedade, insistência e união de todos essa criança poderá ser ajudada e os pais não terão outra saída a não ser procurar ajuda competente para promover a saúde de seu filho.
Colega Roselaine agradeço sua atenção para com este assunto em minha escola. Sou professora dele também pois trabalho no laboratório de informática e junto com muitos outros professores e a direção da escola estamos muito preocupadas. Hoje conversei com a professora titular deste menino e ela me colocou que após o menino ter batido em algumas professoras e suspenso das aulas por alguns dias o NAPE deste municipio esta mais atuante na escola e resolveu nos ajudar mais. Esta exigindo dos pais um exame neurologico para ser analisada a posíbilidade dele frequentar uma escola normal.
Pega aí um guarana.jpg gelado enquanto espera o pessoal chegar!

Cheguei!!! Aceito um gole do refri e vou relatando o que vivi este ano. Não tinha experiência nenhuma de trabalhar com alunos de necessidade especial. Porém este ano chegou à nós uma aluna que precisou de nós, professores de 5ª série, um tratamento individual. Ela possui um retardo mental, dificuldades motoras ampla e fina, escreve com a letra bastão, sendo que a cursiva fica difícil a compreensão do que produz.Apresenta idade mental inferior a sua idade, 15 anos. A mãe contou que ela teve problemas ao nascer, perdeu um pedaço do cérebro e que segundo o médico não caminharia e nem falaria. Bem, passando o susto do primeiro momento conseguimos que ela progredisse muito, conseguindo realizar atividades de educação física em grupo e individual. As avaliações nas disciplinas, sempre foram melhores oralmente, por causa do problema dela na escrita. Participou de teatros, de passeios, de desfile, enfim conseguiu superar em muitos pontos, suas dificuldades.Achamos importante que ela fosse aprovada pelo que desenvolveu dentro das suas limitações.Para todos os professores foi uma lição, não acreditamos a princípio que ela conseguisse acompanhar a turma, fomos preconceituosos e também muitos de nós, eu principalmente, achamos que não eramos capazes de desenvolver um trabalho integrador, que era muito difícil fazer atividades individuais com ela e ao mesmo tempo com os demais. Nosssa como a gente muda! Tenho a certeza agora de que é difícil, mas não impossível. Estamos preparando ela para viver o mais próximo possível da realidade de nossa sociedade.


Olá! Entrei nesta sala por curiosidade, li tudo o que foi escrito, e vejo que ,muitas vezes temos grandes dificuldades de atingirmos o ideal com certos alunos, tive um menino como aluno com dificuldades mentais leves, mas que o diferenciava dos outros, veio para a segunda série , quase que promovido por tempo de serviço, quando me lembro como fui dura com ele, como exigi dele tudo o que ele podia dar, as vezes, fico até comovida, depois de dois anos comigo ele teve grandes melhoras e de comum acordo com direção, orientação e do professor que iria recebê-lo na série seguinte o aprovamos, saliento, que tinha comigo pais extremamente presentes e que me apoiavam, hoje este aluno está na quarta série, muito bem, não reprovou da terceira para a quarta e não vai reprovar este ano, ele conseguiu pegar o ritmo. E juro, não me arrependo, em nenhum momento de ter exigido dele o máximo, pois acho que assim eu o ajudei a superar as suas dificuldades. Ele foi e é um guerreiro. Magali Borne
Colegas sou do pólo de Gravataí e entrei nessa sala por abordar um assunto que muito me assusta,vejo diariamente os meios de comunicação e principalmente os governantes,querendo que nós,professores sem experiência ou preparo lidamos com seres que exigem atendimento especial.Realmente me emocionei com a história da colega Magali,porém vamos ser sinceros e aceitarmos que os pais já não são tão participativos da vida escolar dos filhos "normais".Como vamos nos entender com crianças que necessitam de atendimento especial?Vamos excluir os outros para termos mais tempo de dedicação a essa criança?Não sou preconceituosa ,sou realista,tenho na família um tio que tem leve dificuldades mentais e por viver essa realidade é que questiono se o interesse dos governantes é "integrar" ou "entregar" à sociedade essa pessoa especial?!Sônia Mara

Oi, Sônia Mara e demais colegas,
Eu sou professora de uma escola especial do município de POA. Trabalhamos com crianças e adolescentes com Transtornos Globais de Desenvolvimento (autistas e psicóticos com múltiplas deficiências). Sônia, entendo a tua preocupação. O conceito de normalidade, hoje em dia, parece estar se modificando, não é? Sou a favor da inclusão de alunos, sim. Mas uma inclusão planejada, bem estruturada. Quero dizer que incluir porque está "na moda" falar sobre o assunto nada significa. Precisamos entender que nem todas as crianças têm condições de ser incluídas da forma que se propõe e em espaços não preparados. Lá no Lucena, alguns alunos já foram e outros estão sendo incluídos. Mas, porque têm condições de estarem no ensino regular e porque serão acompanhados neste processo. Entretanto, não conseguimos nem pensar que um de nossos alunos que , por exemplo, se coloca em risco frequentemente,tenta agredir, em seus surtos, adultos e crianças possa ser incluído, neste momento. Há casos e casos.. Ah! Mas penso também , que não podemos pensar em "excluir os outros" para termos mais tempo com quem foi "incluído". Percebe que essa é uma lógica equivocada? Incluir é possibilitar que faça parte. Mas não, necessariamente, que seu rendimento, aproveitamento... seja igual. O aluno vai "render" (não gosto muito dessa expressão) o que pode... Bem...gostei muito da sala, da conversa e vou procurar voltar outras vezes. Tchau. Bia Guterres

Oi, colegas! Sou Cleide do Pólo de São Leopoldo. Logo que li o nome desta sala, tratei de entrar depressa. Este é o terceiro ano que trabalho com uma aluna com necessidades especiais (síndrome de down). Quando entrei na escola em 2004, ela foi "incluída" na minha turma. Não preciso dizer da minha angústia, medo, e tudo mais que puderem imaginar. Apesar de ter muitos anos de magistério, nunca havia trabalhado com este tipo de aluno. A menina vinha de outra escola, promovida para a segunda série. Reconhecia as letras do alfabeto, mas não lia nem escrevia nada. Sem nenhum conhecimento sobre o assunto, fui buscar informações. Li muito, fiz alguns cursos, conversei com mães que tinham filhos com a mesma necessidade, que participavam de um grupo em Novo Hamburgo. Solicitei à direção e supervisão da época que a menina fosse colocada nos estudos de recuperação e a resposta que tive foi que não adiantaria, que ela não aprenderia. Não me conformei com esta resposta e acomodação e "parti para a luta": eu iria alfabetizá-la. Hoje ela tem 15 anos, está aprovada para a terceira série. Lê e escreve, interpreta pequenos textos, realiza cálculos de adição e subtração simples. Não acompanha os "conteúdos" da segunda série, mas está pronta para seguir em frente. Claro que precisará de dedicação e acompanhamento da próxima professora, mas para mim e principalmente para ela, está sendo uma grande vitória. Não foi fácil, pois trabalhar com ela e mais 28 alunos foi complicado. Não concordo com a inclusão desta maneira. A escola precisa ter estrutura para isso e os professores subsídios para poderem trabalhar. Muito orgulhosa considero o mérito todo meu e dela, pois nunca recebi nenhum tipo de ajuda para que ela chegasse até onde chegou. Espero que daqui para frente ela cresça sempre mais, e encontre professores dispostos a ajudá-la. Tenho um amor muito especial por ela e ela já faz parte de mim. Nunca devemos desistir de nossos sonhos. Um abraço...
Oi colegas, sou Marlene de São Leopoldo, trabalho com a segunda série e tenho um aluno que já está com doze anos e continua na segunda série, fazem cinco anos que ele está tentando se alfabetizar, mas é complicado, eu e minha colega que nos revesamos na primeira e segunda séries, não sabemos mais o que fazer. Parece que ele esquece tudo muito rápito. O pior é que vai reprovar denovo. Os pais não se interessam em procurar ajuda profissional.

Colega Cleide, sou a Edilaine, como trabalho com todos os alunos da escola sei o que acontece nas turmas. Também temos uma menina com sindrome de down na 2ª série. Ela tem 25 anos, ficou muitos anos em escola especial e no final do ano passado a mãe da moça procurou a escola e implorou que a aceitasse. A escola topou e a professora também. Correu tudo bem, ele frequentou o reforço escolar e irá ser aprovada para a 3ª série. Apresenta muitas dificuldades mas é muito esforçada .Os coleguinhas adoram ela, até os de outras turmas. Pela idade dela não causou problemas.
Paulo Freire já dizia devemos aprender com os diferentes e percebo que todos lá na escola aprenderam muito com esta aluna. Afinal ela é um doce.

LEIAM COM ATENÇÃO
Oi !
Sou Viviane do pólo de São Léo,bom entrei nessa sala pois vivo essa realidade de perto,meu filho de dois anos é uma criança especial,possui seqüelas de paralisia cerebral e bom...Fiquei asssustada com relatos de algumas colegas e emocionada com outras ...quero parabenizar as colegas que encaram as crianças com necessidades especiais com normalidade,pois é o que elas são normais,com dificuldade de aprendizagem,sim,mas normais,concordo com a Bia,incluir é fazer com faça parte,aproveitar o que aquela criança tem a oferecer,pois só ela pode nos dizer onde ela pode chegar,mesmo que seu rendimento não seja igual aos outros alunos o simples fato dela fazer parte e mostrar o que pode para essa criança já é muito realizador e cabe ao professor ter SENSIBILIDADE para enteder isso...alías o pré conceito que muitos educadores tem em relação a essas crianças o impedem de ver o quanto podemos aprender com elas,o quanto elas são guerreiras e que lição de vida elas tem a nos ensinar,e um professor que acha que ter uma criança especial em sua sala de aula é ter que excluir os demais, não está preparado(não profissionalmente),emocionalmente para receber crianças especiais e participar de momentos mágicos quando eles aprendem algo, por mais bamal que seja, como (exemplo do meu filho) segurar a mamadeira sozinho,sentar,dizer mamãe....É nessas pequenas coisas que eles se tornam especiais e não pela dificuldade que eles tem motora ou mental.Fico realmente assustada com a falta de interesse dos educadores pois meu filho um dia vai entrar na escola e espero que ele seja recebido pelo um anjo educador e não simplesmente por um professor!

Oi Viviane, quero te dizer que um professor não precisa ser um anjo para trabalhar com crianças com necessidades especias.Ele precisa é ter amor no coração, carinho, sensibilidade e realmente querer enfrentar o desafio...porque é um desafio...Depois de três anos alfabetizando minha aluna com síndrome de dowm, estou entregando-a a outro professor...não sei como será...pois amo esta menina como se fosse minha filha. O amor que sentimos uma pela outra, é muito grande e tenho medo do que acontecerá daqui por diante...Acredito no ser humano...espero que ela encontre no seu caminho alguém que tenha muito amor para dar, senão...tudo o que foi realizado até agora ficará no tempo...Minha menina precisa de muito carinho e atenção. Isto eu aprendi...ela me ensinou...Também sou do pólo de São Leopoldo e espero te conhecer para que possamos conversar sobre tudo isso. Deus nos dá o fardo conforme podemos carrregar. As forças a gente encontra pelo caminho...tendo amor no coração....Um abraço,Cleide

Olá Viviane, que bom ouvi-la!
Sou Stela, de Arroio do Sal.
É mais que necessário que alguns educadores revejam/reflitam seu pensar sobre inclusão. Ser professor de aluno "normal" é muito fácil. O difícil mesmo é trabalhar com os diferentes. Aí está um grande desafio: proporcionar essas aprendizagens, permitir que essas crianças especiais realizem seus avanços (por menores que sejam para nós, para eles é mais uma vitória!) é edificante. Já tive aluno Down, cego, com defasagem de aprendizagem, tripetente, todos me ensinaram a maior lição "AMAR" sem distinção.
Lembrando a fala de Paulo Freire: " Como ser educador sem aprender a conviver com os diferentes?...é necessário desenvolver a amorosidade!"
Beijos
É isso ai Stela a maior lição de todas que eles nos ensinam é amar...E como dizem"SER DIFERENTE É NORMAL"
Beijinhos Vivi

Gostei muito de ler os relatos de vocês, também já tive o privilégio de trabalhar com alunos diferentes e receber todo o amor que eles dão, incondicionalmente.
Em 99 trabalhei como educadora em um projeto, que contemplou 15 alunos e alunas da APAE. Foi um projeto de jardinagem do SENAC. Desenvolvemos nossas atividades na Escola Frederico, aqui no centro de SL. Trabalhamos, durante um mês no jardim do colégio. Plantando, capinando, cortando grama, enfim embelezamos o jardim. Eu não tinha nenhuma experiência, mas deu tudo certo, foi muito emocionante.
Agora em 2006, como professora de 4 série também tive um aluno diferente. É o Diego, ele tem 16 anos e está passando para a 5 série. Aprendemos a nos conhecer e acho que ele desenvolveu muito, principalmente na parte social.
Há uns dias atrás, uma colega citou uma frase que diz muito sobre alunos com necessidades especiais. É a seguinte: "Nem melhores, nem piores, apenas diferentes" .
Um caloroso abraço colorado
Juçara Becker
Oi, colegas, sou eu de novo , Ana Cláudia, de Alvorada. Também vivenciei e vivencio bem de perto o trabalho com crianças especias, há alguns anos no Érico Veríssimo, tive uma launa chamada Vanessa que era cadeirante, minha sala de aula era no 2º piso do prédio e troquei para o andar inferior, pois a escola não era adptada para cadeirantes, foi minha aluna durante três anos, sempre foi uma criança extrmamente inclusa ao restante da turma, sua única diferença era a cadeira de rodas, tinha um ótimo relcionamento com todos os colegas, e nunca sofreu qualquer tipo de discriminação nem por colegas nem por mim. Esse ano com a Totalidade 1, no Gentil, tive o André, um rapaz de 26 anos que tem o sonho de ler e escrever, ele é tratado igual aos outros colegas, tem a idade psicológica de 6 anos, mas faz parte total da turma. Se analisarmos nossos alunos, todos são especiais. Há seis anos, temos um caso na minha família, de um menino o Pedrinho, filho da irmã de meu pai, que quando fazia o pré(6anos de idade), foi a um passei com sua turminha em um clube chamado Pedacinho do Céu, sua professora levara 4 crianças e, por serem tão poucos ficou descansada, aconteceu do Pedrinho cair na piscina dos adultos e ficar submerso po 12 min. resumindo, faltou oxigênio no cérebro e hoje é uma criança em estado vegetativo em uma cama. Mas as coisas não acontecem por acaso, na semana que aconteceu esse acidente, sua mãe formara-se em enfermeira padrão, e hoja seu trabalho como enfermerira é cuidar de seu filho. Com tudo om que aconteceu conosco, percebi que nada é por acaso e, admiro muito a colega Viviane, pois Deus te deu o Anjo e, cabe a ti e a nós educadores fazermos com que esses anjos façam parte da sociedade como todas a soutras pessoas, porque eles são capazes de tudo, até de nos surpeenderem.

Oi gente eu sou a Celma e trabalho com crianças com necessidades especiais em Gravataí na Escola Cebolinh., É um trabalho muito gratificante, sabemos que o ritmo da nossa criança é mais lento, nossa criança, aprende sim,mas temos que dar o tempo que ela precisa. Claro que dependendo do grau de comprometimento neurológico, ném sempre por exemplo a criança consegue se alfabetizar. Mas temos sempre que valorizar aquilo que nossa criança pode nos mostrar, o complicado as vezes são os pais entenderem isso.Agora com a inclusão, as pessoas acham que toda a criança pode ir para rede regular, temos que ter cuidado sim com a inclusão. Porque se não tiver todo um apoio técnico de suporte, a criança pode ser acolhida e não incluída.Sou a favor da inclusão mas com responsabilidade.

Todas nós temos muitas coisas importantes para colocar, gostaria de comentar a fala de algumas colegas, mas isso levaria tempo e eu ainda quero fazer ao menos uma atividade hoje. Então vou contar a alegria que tive com meu aluno com dificuldades de aprendizagem. Sempre elogiei TODO o esforço que ele fez durante todo o ano, em qualquer atividade (ele aprendeu a dançar na nossa sala!). Nunca exigi dele o que eu via que ele não poderia fazer, mas dava-lhe atividades de apoio, assim como para outros dois alunos (que não são NE). Ao ir conversarndo individualmente com cada aluno, enquanto trabalhavam, fiquei felicíssima ao ver que ele conhece todos os numerais de 0 à 10, relaciona-os com as quantidades corretas, conhece as cores, algumas letras e escreve seu nome sozinho! Ele chegou a superar os outros dois (que não têm problema mental) na aprendizagem. Seu relacionamento com a turma está perfeitamente normal! Eu disse pra minha colega de etapa um: Pode dizer quem quiser que meus alunos são barulhentos, ganhei o ano com a evolução do Rafael! Gosto de ver a felicidade de cada um deles ao virem para a escola!

Oi colegas, achei muito interessante bater um papo sobre crianças com necessidades educativas especiais. Sou Eliete de Gravataí e trabalho na Escola de Ed. Especial Cebolinha. Sou uma pessoa apaixonada pela educação especial. Vou dar uma dica para todas que irão ou já receberam crianças especiais. Trate-as normalmente como vocês tratam qualquer outro aluno seu. Todas as crianças que recebemos em nossa sala de aula, são especiais, cada uma chega com sua história, com suas especificidades. Não olhe para aquele aluno 'DIFERENTE',perguntando-se: e agora?o que faço? Não, trate-o com respeito, com carinho, como você trata toda e qualquer criança, todas precisam da mesma coisa, estão ali para se desenvolver, para assimilar o que a professora tem a lhes mostrar. Não se angustie se este aluno estiver um pouco aquem dos outros, lembre-se, todos nós temos o nosso tempo para aprender. Peça ajuda, não relute a isto, não somos heroínas, somos seres humanos, que temos dificuldaes, que não sabemos de tudo e que precisamos uns dos outros para superar as nossas dificuldades. Se eu puder ajudar de qualquer maneira, estou a disposição. Tenho um site no meu blog que fala sobre a inclusão. Dê uma olhada é bem legal. Deixo aqui uma pergunta para reflexão: SOMOS TODOS IGUAIS?

Oi Colegas,estou ansiosa pois fui escolhida para alfabetizar um aluno portador da Sindrome de Down,um menino encantador que contagiou a todos nos na escola com sua meiguice e seu olhar curioso e instigador.

ADOREI A CONTRIBUIÇÃO DA COLEGA ACIMA A Eliete que ate se oferece para dar auxilio a quem necessitar e eu acho que vou aceitar,porque sera a primeira vez que lidarei com um aluno considerado especial.
Sou a Sandra Viganigo Alves,sempre esqueço de me apresentar.Vou dar uma olhada no blogger da colega sim ,pois semore precisamos de auxilio e não considero vergonha alguma pedi-la.


Sandra, o desafio não é fácil, mas é recompensador. Levei três anos para alfabetizar a minha aluna com Down. Mas hoje me sinto muito feliz, ao vê-la indo para a terceira série. Coloco a disposição a minha pequena experiência. Um abraço, Cleide

Nestes quase onze anos trabalhando com primeira série, tive e tenho crianças com dificuldades de aprendizagem, agressividade e outros problemas.
Quanto aos meus alunos agressivos, tento primeiro conquistá-los dando carinho e muito amor (na grande maioria das vezes é só isto que eles precisam, pois são crianças).
Quando os meus alunos são atendidos por profissionais especializados, procuro sempre entrar em contato com estes, para obter deles uma ajuda. Já fui “xingada” por médicos, do tipo: “A senhora não pode se meter, este é um problema da família”, mas não estou nem ai, vou assim mesmo. Ontem (dia 18) fui conversar com o neurologista de um aluno (este aluno está repetindo pela terceira vez a 1ª série e também não consegui alfabetizá-lo, o que é desesperador), nossa conversa foi bastante produtiva e também complicada.
Desde o ano de 2005, tenho um aluno com síndrome de down, ele é uma criança maravilhosa, carinhoso e amigo de todos.
Ano passado assisti por diversas vezes, aula em uma escola especial, para aprender um pouco como trabalhar com estas crianças. Fiquei maravilhada com o trabalho destes profissionais e ao mesmo tempo frustrada, pois, são salas de aulas com poucos alunos e com muitos recursos, coisa que eu não tenho na minha escola.
Sou a favor da inclusão, porém gostaria de obter mais informações, aprender mais, pois estou lidando com crianças e fazendo o que mais gosto que é alfabetizar.

Sou Aline V. Leal, do pólo de São Leopoldo, trabalho com Educação Especial há três anos, em uma classe especial na escola regular, com alunos deficiencientes mentais. Para trabalhar com qualquer criança, é preciso em primeiro lugar, ter muito amor no coração. Para mim, todas as crianças são especiais, sejam elas do ensino regular ou especial. É necessário trabalhar e respeitar suas individualidades e rítmos próprios, não esquecendo que são sujeitos pensantes e desejantes, com capacidades e potencialidades. Vejo que ainda precisamos aprender muito e com as crianças aprendemos diaramente, pois cada pequeno avanço é considerado uma grande vitória. Penso que devemos refletir sobre a inclusão, de que maneira está acontecendo? Será que realmente existe inclusão? No ensino regular existe inclusão? Com todos estes questionamentos, acredito que só é possível despertar nos educandos a pré-diposição para romper qualquer tipo de situação e saber como enfrentá-las. É uma tarefa árdua, a passos pequenos, que no entanto, só exige muita dedicação e acima de tudo amor.


Oi... Meu nome é Adriana Arruda, de São Leopoldo, sou professora de Educação Especial, Classe Terapêutica, para alunos Autistas, há 6 anos. Não havia imaginado anteriormente desenvolver tal atividade, trabalhava em escola regular (por 12 anos). Fiz esse curso movida pela necessidade de mudanças, uma busca por algo diferenciado na educação. Hoje acredito que aprendi muito, a cada atividade, a cada trabalho realizado, a cada avanço dos alunos vejo o quanto esta atividade e importante. Estamos num momento muito delicado, onde o processo de inclusão no ensino regular não e mais uma discussão, e fato, ainda não há uma estrutura de apoio. Muitas são as duvidas, os receios, os medo, mas acredito ser este um caminho que se precisa caminhar. Somente enfrentando e que se pode saber como será. Também não concordo que isto beneficiara a todos, as mudanças necessitam acontecer num contexto muito maior que somente a escola. A sociedade em geral necessita repensar na sua forma de incluir socialmente. Neste ano estaremos incluindo dois alunos autistas na rede regular, as angustias, os medos, as incertezas estão todas ai, não só das famílias, da escola que vai recebê-los, mas de nos que estaremos nos bastidores, apostando, não no sucesso individualista e vaidoso, mas nos alunos que com certeza estarão se beneficiando com mais este aprendizado. As criticas são muitas, talvez não se tenha o ideal, mas se tem o que se pode oferecer...CONFIANCA e APOIO. Porque a razão maior e o SUJEITO, que não impede de sê-lo por possuir uma dificuldade ou deficiência (para os mais radicais). Tenho medo, mas também tenho consciência que aquele espaço e o que pode enriquecer, melhorar uma situação de vida. E as famílias e a sociedade necessitam desacomodarem-se e continuar a participar, exigir que condições se façam.



Cláudia Costa

Gurias já tive um aluno com necessidades especiais e realmente é muito difícil, mas quando se tem amor se consegue inserir esse aluno.É difícil trabalhar junto com turmas regulares,pois é preciso uma mair atenção para essa criança, mas as professoras tem muita vontade e parecem guiadas por Deus, somos verdadeiros anjos.Como diz Paulo Freire para ensinar é preciso amor.Todos somos diferentes e mesmo assim seguimos em frente.Todas as crianças necessitam de uma educação de qualidade e essa educação tem que partir dos professores.

Com certeza o único caminho para obtermos sucesso com as crianças é através do amor e da confiança, ensinar exige comprometimento e consciência daquilo que queremos para nossos educandos. Por isso é preciso rever principalmente as políticas públicas e através desta, procurar transformar nossa realidade. Aline V. Leal